Herói do pentacampeonato da Seleção Brasileira, conquistado em 2002, ao anotar dois gols na final contra a Alemanha, Ronaldo Fenômeno viveu um drama em 1998. Horas antes da final contra a França, o astro sofreu uma convulsão e, ainda assim, foi a campo, na derrota por 3 a 0.
Em uma conversa com outras lendas do futebol, chamada de “Futebol Legend Talks”, publicada no canal do influenciador Lucas Tylty, no Youtube, Ronaldo contou os bastidores da grave situação que viveu na Copa da França.
“Em 2002, eu ainda convivia com o fantasma da convulsão que me pegou de surpresa. Precisava provar que tinha condições de jogar. Em 1998, saí correndo para fazer exames, para ter certeza de que não corria o risco de morrer em campo. Também não queria ser rotulado como o cara que amarelou na final da Copa”.

“Leonardo (ex-lateral-esquerdo) me levou para passear no bosque para me contar o que aconteceu. Quando ele me contou, sai correndo para o hotel para fazer exames, pois eu não queria ficar fora do jogo”. Na mesa durante o bate-papo, Roberto Carlos contou que ficou bastante abalado e viveu o “pior dia de sua vida”.

“A final acabou para mim às 14h, embora o jogo fosse só às 20h e pouco”, iniciou. “O Ronaldo era a nossa referência, a gente jogava por ele. Naquele momento, para mim, tudo tinha acabado. Se tivesse que ir direto para o aeroporto, eu iria”, disse Roberto, que destacou como aquele grupo comandado por Zagallo era “fechado”.
“Quando você admira uma pessoa, faz de tudo por ela. Foi, sinceramente, o pior dia da minha vida. Eu não pensava muito na final. Ficava pensando nele, se estava bem”, admitiu o ex-lateral, que, assim como Ronaldo e o restante da Seleção, não teve grande atuação naquela decisão.
“Era isso que me preocupava. Quando acordou, ele disse que parecia que um caminhão tinha passado por cima dele. Nosso grupo sempre foi muito fechado. Quando acontecia algo, ninguém vazava”, finalizou.
Créditos: ESPN.



