A torcida brasileira sonhava em viver no último sábado (11) um jogo de quartas de final da Copa do Mundo diante da Inglaterra. Mas em campo no Hard Rock Stadium, em Miami, estará a Noruega, que eliminou o Brasil nas oitavas com dois gols de Erling Haaland.
Campeão pela última vez em 2002, em geração eternizada por Ronaldo e Rivaldo, o Brasil chegou ao Mundial dos Estados Unidos pressionado pela fila de 24 anos sem levantar o caneco.
O jejum era exatamente igual ao enfrentado pelo time de 1994, que, também nos Estados Unidos, ganhou o tetracampeonato mundial 24 anos depois do tri, em 1970, no México.

Como a próxima Copa é somente em 2030, disputada pela primeira vez em seis países (Argentina, Paraguai, Uruguai, Portugal, Espanha e Marrocos), o Brasil completará 28 anos sem conquistar o título, algo inédito e preocupante para a camisa mais pesada do mundo de seleções.

Questionado sobre o peso relevância do Brasil em Mundiais diante do jejum incômodo e cada vez maior, Ronaldo reforçou que o momento é de reflexão aos gestores do futebol no país.
“Ninguém entra nessa disputa com a gente, de discutir isso (história do Brasil em Copas), mas o nosso momento é muito ruim”, disse o Fenômeno em entrevista à CazeTV. “Você vê a disputa de semifinal, todo mundo quase europeu, vão ser três europeus, talvez a Argentina, ou até quatro”.
“A gente tem que rever, assumir com humildade que estamos abaixo, assumir nossos erros e, a partir daí, tentar melhorar para os próximos ciclos”.
Ronaldo brincou ainda sobre “a água no chopp” que os torcedores brasileiros enfrentaram na eliminação do Brasil cedo na Copa, principalmente pelo planejamento para estarem em Miami neste sábado.
“Pelo amor de Deus, não sei mais o que falar, inventar história, para justificar nossa ausência hoje. Já tinha programado com a Fifa, pedi mais de cinquenta ingressos. A galera (brasileiros) não conseguiu revender, né…”.
Créditos: ESPN.



