De acordo com o melhor do mundo de 2007, os últimos Mundiais mostraram que a equipe canarinho está “ficando para trás”, o que exige uma “profunda reflexão” sobre os rumos do esporte no país. Na visão do ex-São Paulo, é necessário que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e os principais clubes trabalhem de forma conjunta num projeto a longo prazo de reestruturação, passando desde a base até o profissional.

“Eu acho que estamos vivendo exatamente esse momento que você falou de reflexão. A gente tem quatro anos até a próxima Copa e acho que temos que pensar muito numa reformulação de um projeto para o futebol brasileiro, o que a gente pode fazer para melhorar o futebol brasileiro”, iniciou.

“Esses momentos de Copa estão dando esses sinais de que a gente está ficando para trás. Então, essa reformulação de como a gente vai… E aí é, provavelmente com a CBF tomando conta disso, para envolver os clubes e falar: ‘Nós vamos pensar em um projeto a longo prazo, aquilo que nós vamos fazer, como nós vamos tocar essa processo, como vamos envolver as categorias de base, como a gente vai fazer toda essa formação de atletas’. Tentar trazer esse DNA do futebol brasileiro de volta, acho que esse é o processo”. seguiu.

“Agora, eu acho que seria mais um diagnóstico mesmo, não superficial que a gente fica discutindo aqui, mas um diagnóstico profundo, de ir atrás dos clubes, dos clubes formadores, todos os clubes brasileiros que formam. Também de vocês, da imprensa, como vocês podem ajudar nessas informações, de passar a opinião de vocês sobre o que o futebol brasileiro deveria pensar para os próximos anos. E aí, através desse diagnóstico, dar início a um projeto de longo prazo mesmo, para que a gente possa chegar em uma Copa, esses torneios, sejam a cereja do bolo daquilo que a Seleção Brasileira está fazendo”, argumentou.
Kaká, inclusive, sugeriu inspiração no Marrocos, que vem de duas grandes Copas e um título de Mundial sub-20, com perspectivas fortes para o próximo torneio da Fifa, em 2030, no qual a nação africana será uma das sedes.
“Eu não sei muito bem como é o projeto de Marrocos, por exemplo, mas o que eu escutei aqui é que parece ser um projeto legal e que já vem de muitos anos. Foram primeiro campeões mundiais sub-20, a seleção sub-20 abastece a seleção profissional, depois o treinador da seleção sub-20 assumiu a equipe profissional”, salientou.



