Taça das Favelas Petrobras Feminina movimenta 20 estados e impulsiona o futebol de mulheres em todo o Brasil

O futebol feminino brasileiro vivencia um momento crucial de consolidação e visibilidade no cenário nacional, impulsionado por sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027. Nesse cenário, a Taça das Favelas Petrobras Feminina 2026, maior torneio entre favelas do mundo, já deu o apito inicial para suas fases regionais, mobilizando milhares de atletas, lideranças de favela e comissões técnicas em 20 estados.

Realizada desde 2012 e contando com a categoria feminina desde a sua primeira edição, a Taça das Favelas consolida um histórico de impacto que já mobilizou mais de 5 mil favelas em todo o país e levou centenas de milhares de jovens aos gramados. O patrocínio da Petrobras viabiliza a categoria feminina do torneio, desde as etapas regionais até a fase nacional conhecida como Favelão. O campeonato estará nas cinco regiões do país Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, atuando diretamente como uma vitrine para o esporte de base e para o desenvolvimento de atletas das favelas.

 

 

“A favela é um celeiro inesgotável de talentos, mas, historicamente, as mulheres sempre precisaram vencer o dobro de barreiras para conseguir jogar. A Taça das Favelas Petrobras Feminina não é só sobre erguer um troféu, é sobre erguer a autoestima de meninas que muitas vezes ouvem que o futebol não é para elas. Quando a Petrobras entra nesse campo com a gente, ela manda um recado para o Brasil: o futuro do futebol feminino passa pela favela”, diz Elaine Caccavo, presidente da Cufa Rio de Janeiro.

 

 

Apenas em suas etapas oficiais, a competição mobilizará mais de mil mulheres em todo o Brasil. Esse alcance torna-se ainda mais expressivo ao considerar a fase de seletivas e peneiras nas favelas, onde o volume de jovens impactadas diretamente pelo projeto multiplica esse número e transforma a rotina das favelas participantes. Na última edição, em 2025, o torneio consagrou o time de Cidade Tiradentes como campeão na categoria feminina no estado de São Paulo, enquanto no Rio de Janeiro a equipe de Três Campos conquistou o título no torneio feminino, reforçando o alto nível técnico e a competitividade do projeto.

“Jogar a Taça é mais que futebol. Antes, muitas de nós jogávamos sem perspectiva, mas hoje a gente entra em campo sabendo que tem gente olhando e acreditando na nossa força. Esse torneio dá voz, dá respeito e mostra que a mulher da favela pode ocupar qualquer espaço que quiser, seja no campo do bairro ou no futebol profissional”, diz Isamara Rodrigues da Silva, que joga pela favela Tiradentes.

O calendário oficial aponta para a grande decisão de forma simultânea: a maioria das finais estaduais acontecerá no dia 31 de outubro, com transmissão ao vivo pela Rede Globo em estados participantes. As seleções campeãs regionais avançam em seguida para a preparação da etapa nacional Favelão, na qual disputarão o título brasileiro da categoria, prevista para acontecer em dezembro no Paraná.