Gilmar Dal Pozzo, treinador da Chapecoense, ativou o “modo sincerão” na coletiva de imprensa após a vitória, de virada, por 2 a 1 contra o Coritiba, no último domingo (17), pela penúltima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com o triunfo, somada aos demais resultados, o time garantiu a permanência na segunda divisão para 2025.
O técnico disse que não falou nada aos atletas, mas que demonstrou a eles o que faltava ao time para conseguir uma vitória contra o rival paranaense.

“Quebrei tudo! Não falei nada. Quebrei tudo. Quebrei porta, quebrei o quadro. Tem que extravasar. Às vezes não é no amor. É no terror”, iniciou.
“A cobrança tem que vir no timing certo. Não que eles estivessem jogando mal, mas a gente precisa de algo mais. A gente precisa jogar com a alma. Precisava jogar com o coração. E eu fui buscar dentro da minha energia, da minha identificação, daquilo que eu trabalho todo dia”, disse o técnico.

Dal Pozzo chamou a própria atitude no vestiário de “expressão visual” e exaltou que os atletas voltaram “voando” ao gramado depois da bronca.
“Por isso que eu disse essa semana que esse era o jogo mais importante e a gente tinha que contaminar esses atletas, por que definitivamente tinha que ser os jogadores. Os jogadores ficaram um pouco abaixo no primeiro tempo e eu tinha que deixar algum recado. E às vezes não é só na fala. É a expressão visual para passar uma mensagem”.
Logo após a partida, Dal Pozzo comemorou e muito a permanência da Chape na Série B e chegou a correr pelo gramado com uma bandeira do clube nas mãos. Atualmente com 44 pontos, no 14° lugar, o Índio Condá ainda volta a campo neste domingo (24), às 18h30, contra o Mirassol, fora de casa.
Foto Destaque: Gilmar Dal Pozzo, treinador da Chapecoense Tiago Meneghini | ACF
Créditos: ESPN.



